PATRIMÓNIO

Em relação ao Registo dos Bens do Património, actualmente chamados de Activos Fixos Tangíveis. Também se pode usar um software específico, mas funciona igualmente com uma simples folha de Excel

Vamos primeiro que tudo ver o que são e como funciona nos registos, os Activos Fixos Tangíveis.

São bens de uso prolongado, isto é com uma vida útil superior a um ano, e que não se destinam a ser comercializados.

Exemplos: Computadores, Software, Maquina de café, Secretárias, Edifícios etc etc.

Tal como, nas entidades que têm Inventários (Existências) é necessário fazer uma contagem física pelo menos uma vez por ano, também estes bens do Activo Fixo Tangível devem ser contados e valorizados periodicamente.

Como levar a Gastos o valor destes bens?

Através das Depreciações.

Quando temos um bem desta natureza temos que saber o seu valor e estimar quantos anos de vida ele vai ter. 

Por exemplo um Computador, com uma valor de 800 € podemos estipular que durará 8 anos.

Isto quer dizer que anualmente devemos levar a Gastos (custos)  um oitavo do valor do seu valor.

Valor a dividir por 8 anos de vida útil.

Compete ás Direcções estipular os anos de vida de cada um dos bens.

Se estivermos a falar de um inventário inicial para abertura de escrita, deverá ser também a Direcção a estipular o valor dos bens.

Caso se trata de edifícios deverá ser feita uma avaliação por técnico especializado, devido aos montantes.

Assim devemos criar uma ficha de bem por cada um dos bens.

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Autor: Mário Rodrigues

Contabilista Certificado Formador

2 thoughts on “PATRIMÓNIO”

  1. São bens de uso prolongado, isto é superior a 1 ano.
    No caso dos bens de valor igual ou menor do que 1000 euros e que são amortizados de uma só vez, considera-se que a sua vida útil é de um ano. Sendo assim, não encaixam no conceito de activos fixos tangíveis?

    1. Bom dia e obrigado pela sua questão.
      Temos que separar duas coisas, uma o SNC critérios contabilisticos e outra IRC, critérios fiscais.
      Em termos de SNC segundo a NCRF sempre que um bem não é para comercializar e se destina a uso na empresa, se tiver uma vida util superior a um ano deve ser reconhecido em Investimentos Classe 4.
      Depois se fiscalmente é aceite ou não o custo na totalidade num só exercicio, isso já é outra coisa e a empresa opta ou não por deduzir tudo nesse mesmo ano, independentemente do valor que levou a depreciações na contabilidade.
      Atenção que se fizer essa opção em que contabilisticamente reconheceu um valor de depreciação e fiscalmente outro, terá de reconhecer também Impostos Diferidos.
      Espero ter explicado devidamente.

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